Acreditado ONA desde 2007, o Hospital Badim (RJ) adotou ações para manter e melhorar a cultura da qualidade e segurança entre todo o time do hospital. Para isso, lançou mão de algumas atividades. “Transformamos auditoria em rotina, e não em um evento extraordinário, agendamos apresentação de indicadores mensais com análise crítica e monitoramento dos resultados para tomada de decisão, entre outras atividades, por exemplo, que exigem disciplina contínua. Fomentar a Cultura de Segurança do Paciente se faz diariamente com treinamento, reuniões para análise de casos com a utilização de ferramentas de gestão, verificação das oportunidades de melhorias frente às falhas de processo. A certeza de que houve melhoria sem cultura punitiva é sinal de amadurecimento de que estamos cada vez mais conscientes e comprometidos com a acreditação hospitalar”, diz a enfermeira Mariana Lavandeira coordenadora do Escritório da Qualidade do Hospital
Segundo ela, falar em acreditação hospitalar é falar sobre um compromisso permanente com a qualidade, a segurança e a excelência no cuidado. Na prática, porém, ela representa muito mais do que isso: é uma forma de trabalhar que busca aprimorar continuamente os processos e fortalecer uma cultura em que cada profissional tem um papel essencial. “A Acreditação vai além de protocolos e auditorias — promove uma transformação na cultura do hospital. Na prática, isso se traduz em decisões baseadas em dados, segurança do paciente incorporada à rotina, maior integração entre equipes e processos padronizados com foco em melhoria contínua. Mais do que cumprir exigências, o hospital passa a operar diariamente em um padrão de excelência, com liderança engajada e responsabilidade compartilhada pela qualidade”.
Em um ambiente hospitalar, onde as decisões precisam ser rápidas e o trabalho é realizado por equipes multiprofissionais, seguir protocolos não significa perder autonomia, mas garantir que todos falam a mesma linguagem. De acordo com Mariana, protocolos reduzem possíveis falhas e eventos adversos, evitam retrabalho, facilitam a comunicação entre as equipes, diminuem riscos e proporcionam mais segurança para a tomada de decisões, tornando a rotina mais organizada e eficiente. E, consequentemente, melhora a experiência do paciente.
Para alcançar esse patamar, é necessário quebrar certas barreiras, já que muitas vezes, novos formulários, checklists ou etapas adicionais podem ser vistos como aumento da burocracia ou da carga de trabalho. Essa percepção faz parte de qualquer processo de transformação. No entanto, quando se compreende o propósito de cada protocolo, percebe-se que ele facilita a assistência e protege tanto o paciente quanto o profissional.
Um protocolo bem estruturado reduz dúvidas, oferece respaldo para a prática diária e contribui para que situações críticas sejam conduzidas de forma mais segura e padronizada. “Muitos dos benefícios não são imediatamente visíveis para o público, mas impactam diretamente a rotina e a segurança do cuidado”, frisa Mariana.
Construir uma cultura da qualidade significa transformar boas práticas em hábitos. Isso acontece quando cada colaborador entende que qualidade não é responsabilidade exclusiva de um setor, mas um compromisso coletivo. Cada registro realizado corretamente, cada identificação conferida, cada comunicação clara entre equipes e cada protocolo seguido representam atitudes que fortalecem a segurança e a excelência da assistência. “Tudo isso garante um cuidado mais seguro, ágil e confiável em todas as etapas do atendimento”, enfatiza.
Para ela, “a acreditação não deve ser encarada como algo com início, meio e fim, mas como uma jornada de melhoria contínua”, salienta. Afinal, quando todos trabalham com o mesmo propósito, os resultados aparecem: pacientes mais seguros, profissionais mais valorizados, equipes mais integradas e uma instituição cada vez mais preparada para oferecer uma assistência de excelência.
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