Novembro Azul: ressonância magnética pode evitar biópsias desnecessárias para investigação de câncer de próstata

Anualmente, o mês 11 é marcado pela campanha Novembro Azul, cujo objetivo é conscientizar a população sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de próstata. Na área médica, existem diversos estudos em andamento que contemplam o tema, e a área de radiologia está muito envolvida nesses processos. Recentes evidências científicas apontam que a ressonância magnética deve ser considerada para todo paciente com suspeita da doença, mudando o paradigma sobre a atuação médica necessária. Um estudo recente traz uma nova perspectiva sobre o procedimento padrão, que, até recentemente, consistia na realização de biópsia – coleta invasiva de amostra de tecido ou células para análise – da próstata às cegas, sem a certeza da presença e da localização precisa de uma lesão neoplásica. Publicado pelo New England Journal of Medicine, o trabalho revela, entre outros dados, que 28% das biópsias feitas desta forma – às cegas –, para diagnóstico de câncer de próstata, são desnecessárias. Esse estudo, no entanto, não é o único que aponta tais evidências, mas se destaca por ter a metodologia científica mais criteriosa. Segundo o dr. Valdair Muglia, diretor científico do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o novo padrão indica que a ressonância magnética, como primeira abordagem, é a melhor prática. “A ressonância possui um elevado valor preditivo negativo – quando o exame é negativo, significa que a probabilidade de encontrar um câncer é muito baixa, dispensando a biópsia, salvo em casos de pacientes de alto risco. Além disso, ela é mais eficaz para diagnosticar cânceres que podem ser realmente lesivos”, argumenta o especialista. A conduta começou a ser reforçada pelas Sociedades Europeia e Americana de Urologia, as duas maiores entidades internacionais do mundo que endossam a realização do procedimento em qualquer paciente com suspeita de câncer de próstata. Uma nova alternativa para diagnóstico A nova recomendação diagnóstica também aconselha que a biópsia seja feita com o auxílio da ressonância magnética, por ser um método mais sensível que a ultrassonografia isolada. O dr. Valdair explica que, atualmente, a técnica conhecida como biópsia por fusão de imagens, ou biópsia dirigida, na qual imagens de ressonância magnética são importadas para um aparelho de ultrassonografia, que localiza a área suspeita e a projeta nessas imagens, é o método padrão para colher amostras do tecido prostático. Estudos recentes revelam que o procedimento é mais eficaz no diagnóstico Anualmente, o mês 11 é marcado pela campanha Novembro Azul, cujo objetivo é conscientizar a população sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de próstata. Na área médica, existem diversos estudos em andamento que contemplam o tema, e a área de radiologia está muito envolvida nesses processos. Recentes evidências científicas apontam que a ressonância magnética deve ser considerada para todo paciente com suspeita da doença, mudando o paradigma sobre a atuação médica necessária. Um estudo recente traz uma nova perspectiva sobre o procedimento padrão, que, até recentemente, consistia na realização de biópsia – coleta invasiva de amostra de tecido ou células para análise – da próstata às cegas, sem a certeza da presença e da localização precisa de uma lesão neoplásica. Publicado pelo New England Journal of Medicine, o trabalho revela, entre outros dados, que 28% das biópsias feitas desta forma – às cegas –, para diagnóstico de câncer de próstata, são desnecessárias. Esse estudo, no entanto, não é o único que aponta tais evidências, mas se destaca por ter a metodologia científica mais criteriosa. Segundo o dr. Valdair Muglia, diretor científico do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o novo padrão indica que a ressonância magnética, como primeira abordagem, é a melhor prática. “A ressonância possui um elevado valor preditivo negativo – quando o exame é negativo, significa que a probabilidade de encontrar um câncer é muito baixa, dispensando a biópsia, salvo em casos de pacientes de alto risco. Além disso, ela é mais eficaz para diagnosticar cânceres que podem ser realmente lesivos”, argumenta o especialista. A conduta começou a ser reforçada pelas Sociedades Europeia e Americana de Urologia, as duas maiores entidades internacionais do mundo que endossam a realização do procedimento em qualquer paciente com suspeita de câncer de próstata. Uma nova alternativa para diagnóstico A nova recomendação diagnóstica também aconselha que a biópsia seja feita com o auxílio da ressonância magnética, por ser um método mais sensível que a ultrassonografia isolada. O dr. Valdair explica que, atualmente, a técnica conhecida como biópsia por fusão de imagens, ou biópsia dirigida, na qual imagens de ressonância magnética são importadas para um aparelho de ultrassonografia, que localiza a área suspeita e a projeta nessas imagens, é o método padrão para colher amostras do tecido prostático.

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