Radar da semana de 07 a 14/10/2026
Meningite: vacinação de resgate com a ACWY vai até 31 de outubro em quatro cidades do Rio
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, com o Ministério da Saúde e as prefeituras, promove até 31/10 a vacinação de resgate contra a doença meningocócica no Rio de Janeiro, em Belford Roxo, em Duque de Caxias e em Nova Iguaçu.
Quem pode se vacinar: pessoas de até 24 anos que não receberam a vacina ACWY na idade recomendada. A vacina é indicada a partir dos 11 anos e tem dose única; quem já tomou a ACWY não precisa de nova dose. O Ministério da Saúde enviou 400 mil doses para a ação.
Por que agora: segundo o Sinan, o estado registrou 70 casos de doença meningocócica em 2024, 95 em 2025 e 49 até setembro de 2026.
Para hospitais, clínicas e casas de saúde da região metropolitana, é uma oportunidade de orientar colaboradores jovens e pacientes: basta procurar uma unidade básica de saúde de uma das quatro cidades com documento de identidade e, se possível, a caderneta de vacinação.
O SINDHRio segue acompanhando as ações de vigilância em saúde que afetam o setor no estado.
Fonte: Secretaria de Estado de Saúde do RJ, via Prefeitura de Belford Roxo – https://prefeituradebelfordroxo.rj.gov.br/2026/10/09/secretaria-estadual-de-saude-promove-vacinacao-de-resgate-contra-meningite-no-rio-em-belford-roxo-duque-de-caxias-e-nova-iguacu/
Lei 15.524/2026: começa a construção das regras de qualidade para a assistência privada
A Lei 15.524, de 28 de setembro de 2026, instituiu a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela iniciativa privada. A lei estabelece diretrizes para padrões de qualidade e critérios de qualificação dos serviços.
O que há de novo: em 7 de outubro, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) se reuniu com a Anvisa para tratar da regulamentação. A entidade pediu parâmetros técnicos, viáveis e compatíveis com a diversidade dos estabelecimentos. Segundo a CMB, a Anvisa se comprometeu a conduzir a elaboração das normas com transparência e diálogo.
O que isso significa para hospitais, clínicas e casas de saúde privadas: os critérios ainda serão definidos, e esta é a fase em que o setor pode contribuir. Vale reunir desde já os indicadores de qualidade e segurança do paciente que a instituição acompanha.
O SINDHRio acompanha a regulamentação e vai informar os associados sobre cada etapa, inclusive eventuais consultas públicas.
Fonte: CMB – https://cmb.org.br/cmb-se-reune-com-anvisa-para-discutir-regulamentacao-da-qualidade-na-saude/
Ministério da Saúde vai mapear os centros de pesquisa clínica do país, públicos e privados
O Ministério da Saúde aprovou, em 5 de outubro, a estrutura metodológica que vai orientar o mapeamento nacional dos centros de pesquisa clínica. O levantamento vai reunir informações sobre infraestrutura, atuação, abrangência territorial e especialidades.
Como vai funcionar: a execução cabe à Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), em parceria com o CNPq. A coleta será feita por edital de chamamento público, previsto até o fim de 2026. Depois, será implantado o Cadastro Nacional de Centros de Pesquisa Clínica, no Programa Nacional de Pesquisa Clínica.
O que isso significa para o setor: hospitais privados que mantêm centros de pesquisa estão no escopo do mapeamento. Participar pode dar visibilidade à capacidade instalada da instituição em uma política voltada ao desenvolvimento de medicamentos, vacinas e tratamentos. Vale acompanhar a publicação do edital e preparar as informações do centro.
O SINDHRio vai informar os associados quando o chamamento for aberto.
Fonte: Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/outubro/ministerio-da-saude-define-estrutura-metodologica-para-mapear-centros-de-pesquisa-clinica-no-pais



