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Balança comercial

exportacao 03 300x300Exportação de equipamentos para saúde cresce com exposição em feiras internacionais

Fabricantes nacionais de equipamentos para a área da saúde que integram o Brazilian Health Devices exportaram quase sete vezes mais do que as empresas do setor que não fazem parte do programa. Implementado pela Abimo, associação que representa a indústria de equipamentos para a saúde, em parceria com a Apex-Brasil, o programa incentiva a participação de exportadores nacionais da área em feiras internacionais.

Quando se compara o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2016, o primeiro grupo registrou alta de 33,6% nas suas vendas externas contra crescimento de 4,95% das demais empresas do segmento.

O programa Brazilian Health Devices foi criado há 17 anos para promover “ações estratégicas que elevam a visibilidade da indústria brasileira”, incluindo missões comerciais e pesquisas. “Os números sinalizam uma recuperação em curso em relação aos resultados verificados nas exportações do projeto em 2016”, disse Rafael Cavalcante, analista de acesso a mercados da Abimo.

Entre os setores que tiveram maior crescimento no período destacam-se produtos para implantes dentários e de odontologia, com elevação, de 26,9% e 16,9%, respectivamente, seguido de materiais de consumo, radiologia, equipamentos médicos e de laboratórios.

O convênio da Abimo com a Apex é renovado a cada dois anos e o atual — que termina em outubro — envolveu recursos de R$ 15,6 milhões, 62% acima dos R$ 9,6 milhões do ano anterior. Clara Porto, gerente de projetos e marketing internacional da Brazilian Health Devices, explicou que o programa prevê participação entre 12 e 14 feiras internacionais anuais. “São 150 empresas sob o guarda-chuva do programa, exportando para mais de 180 países e, ao todo a associação, 350 companhias filiadas”, afirmou.

Franco Pallamolla, presidente da Abimo, disse que o contrato com o Apex é um “eixo estratégico”. “Saimos de um setor não exportador para uma receita ao redor de US$ 850 milhões no ano passado”, disse. “Esse é um projeto vencedor que demonstra a capacidade do setor de inovar e empreender”, acrescentou.

Exportadores ouvidos na 24ª Edição da Hospitalar, que aconteceu entre os dias 16 a 19 de maio, em São Paulo, no Center Norte, ilustram esse entusiasmo. Fundada há 24 anos, a Indusbello Company, fabricante de produtos para as áreas médica e odontológica, passou a exportar há cerca de uma década. “Nos últimos anos, estamos intensificando as ações em comércio exterior de forma pontual, visitando clientes e participando de feiras lá fora”, disse Guilherme Varella, responsável pelo setor de comércio exterior da Indusbello, que está no programa da Apex.

Segundo Varella, os embarques representam cerca de 20% das vendas e, na média, a empresa fecha cerca de 100 contratos por feira. No total, o faturamento em 2016 foi de R$ 15 milhões e a meta é crescer mais 20%, agregando novas linhas de produtos e conquistando novos mercados.

“Vendemos para cerca de 30 países regularmente e, esporadicamente, para outros 10”, disse. “A Argentina é nosso principal importador, com 30% das vendas”, contou.

Hoje as exportações da Ortho Pauher representam cerca de 30% da receita, devendo crescer mais 10% até dezembro, segundo Pedro Maia, gerente de exportação da companhia que também faz parte do programa de exportação. Líder mundial em produtos ortopédicos e podológicos de silicone, a companhia tem cerca de 800 itens no mercado, inclusive próteses para amputados.

Sediada no Recife (PE) e há 22 anos no mercado, faturou em 2016 cerca de R$ 30 milhões e prevê alta de 15% para este ano. “Cerca de um terço das vendas anuais e de novas carteiras conquistadas são catalogadas durante a Hospitalar”, informou.

A ColOff Industrial também integra o programa. Fundada em 2010, desenvolveu um produto descartável e inovador para coleta de amostra de fezes para exames laboratoriais, reduzindo custos e aumentando o controle sobre infecções. As exportações começaram em 2014 e hoje representam 30% das vendas, que somam meio milhão de unidades por ano e devem dobrar em 2017. Com isso, a receita de R$ 360 mil em 2016 deve saltar para R$ 2 milhões este ano, graças às vendas externas.

No Brasil já são 600 clientes e o primeiro deles foi o Hospital Albert Einstein. O produto é exportado para o Canadá, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia. “Estamos desenvolvendo uma versão hidrossolúvel para o mercado europeu que estará disponível a partir de 2018”, diz Eliézer Machado Dias, CEO da ColOff Industrial.

Líder global em inovações para a saúde, a Philips está exportando para o mercado mundial o que chama de “solução Taxy em HTML5”, um software que gerencia o fluxo clínico e administrativo de hospitais e clínicas. “Seu desenvolvimento no Brasil exigiu mais de 300 mil horas, em Blumenau (SC), e cerca de 150 colaboradores”, disse Solange Plebani, gerente geral da Philips.

O primeiro lote embarcado foi para o México, em 2013, depois de adaptar o produto para a legislação do país. “Hoje vendemos para a Alemanha e Arábia Saudita, e em ambos países fazemos as devidas adaptações. Outros países da América Latina e Europa estão sendo estudados para expansão das vendas externas”, informou. No Brasil, 900 contratos já estão fechados.

Fonte: Valor Econômico

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